31 de julho de 2012

Empurra com a barriga, um pouquinho mais, por favor!

Só para nos atualizarmos, 3 dias após Draghi ter mentido ao planeta inteiro sem apelo nem agravo:

Obrigações espanholas a 10 anos:     Juro de 6,75%
Obrigações italianas a 10 anos:          Juro de 6,08%

Tiago Mestre

A guerra das palavras...

Começamos a assistir a uma divisão na forma como alguns países defendem a "saída" da crise do Euro.

O Bloco franco-italiano, apoiado por Espanha, pedem monetização da dívida, ou seja, arranjar todos os esquemas e mais alguns que façam com que a dívida europeia seja adquirida... por instituições públicas europeias.
Já se está a ver o resultado quando nós compramos a nossa própria dívida com recurso à impressão de dinheiro.

O bloco germânico e seus amigos do Norte não querem ser responsáveis por esta gigante aldrabice. Sabem que o plano cheira mal, e caso falhe redondamente, sobrará para eles. E o que sobra é dívida a mais para a capacidade destes.

Uma ideia franco-italiana que já vai ganhando força é a utilização do ESM para adquirir dívida soberana, e com esses títulos, pedir dinheiro emprestado ao BCE de forma ilimitada, tanto na quantidade, como na maturidade e no juro.

O ESM tornar-se-ia uma agência bancária do BCE, um veículo financeiro deste, totalmente alavancado e sem capitais próprios decentes para o volume de dinheiro emprestado, ou seja, uma instituição com todas as "qualidade" de um banco moderno.
 
É um acesso direto à máquina de fazer notas, mas sem colocar o BCE em ilegalidade exposta.

Estamos a aguardar pela resposta da Alemanha, contudo a pressão é cada vez mais evidente.

Não sabemos quem sairá primeiro do €, se a Alemanha, se a Grécia, mas com estas pressões a Alemanha começa a esgotar a sua paciência.

Com o Tribunal Constitucional Alemão a decidir se considera o ESM legal ou não em função dos rearranjos da última cimeira, e com uma população cada vez mais insatisfeita com o projeto €, a saída da Alemanha ganha pontos no Concurso " O teu país é mais estranho do que o meu."

Tiago Mestre

30 de julho de 2012

A força das palavras...

Não deixa de ser espantosa a evolução positiva das bolsas europeias nestes últimos 3 dias.

A reverberação que as palavras de Mario Draghi tiveram na comunicação social, a rápida interpretação dos algoritmos e a consequente perseguição dos investidores pelo hype do momento sem qualquer fundamento técnico revelam bem o lunatismo que corre hoje nos mercados de ações.

O índice alemão DAX30 ganhou quase 400 pontos em 3 dias, anulando as perdas de igual período precedente:

Tiago Mestre

Super Mario está pronto para investir... com o dinheiro dos outros!

Juntou-se agora ao grupo Jean Claude Juncker, aquele líder político que afirmou em 2011:
"Quando as coisas se complicam, temos que mentir."

Pelos vistos, Super Mario está com vontade de imprimir, e muito. A Alemanha será a oposição a esmagar. Com Merkel de férias, veremos se o trabalho estará facilitado:


O objetivo destes dois meninos é:

1. Usar o FEEF para comprar dívida espanhola e italiana nos mercados primários, algo que não está nos seus estatutos e que a Alemanha não concorda.

2. Usar o BCE para comprar dívida nos mercados secundários, algo que também lhe é vedado pelo Tratado de Lisboa e que a Alemanha também não concorda.

Serão apenas boas intenções que irão esbarrar em solo alemão?


Ou passar-se-á algo mais?

As tergiversações europeias não param de nos surpreender, e portanto o melhor mesmo é ficarmos sentados para ver o que acontece.

Tiago Mestre

29 de julho de 2012

" We will do whatever it takes " = Bullshit (Parte 2)

26 Julho 2012


28 Julho 2012

A classe política que não se espante quando o povo a apelida de:
MENTIROSA
ALDRABONA
CORRUPTA

Será que são estas as m**** que se ensinam aos alunos nos cursos superiores de Ciências Políticas e Administrações Públicas quando se discutem os projetos UE e Euro.

Se algum dos nossos leitores frequenta estes estudos, por favor mostre estas incoerências a quem de responsabilidade e questione o que isto significa.

Porque para nós aqui no Contas, é já TOTALMENTE SURREAL o que se está a passar.

Precisamos que nos iluminem sob outros pontos de vista que ainda não alcançámos.

Tiago Mestre

Draghi Put...

Charles Biderman, no seu registo único, inteligente, humorístico, irónico.
4 minutos de doçura.


Tiago Mestre

27 de julho de 2012

BCP cheira-nos... mal, claro!

Escrevemos o seguinte a 16 de Maio, sobre o BCP e o equilibrismo que fez durante uns tempos na barreira dos 10 cêntimos:

"Já há muito investidor a perceber que mais más notícias virão do lado do setor bancário este ano. Ninguém quer ficar sentado a ver a sua riqueza esfumar-se.
O fracasso do LTRO, o aumento dos juros soberanos, as quebras na rentabilidade e no volume dos empréstimos da habitação, a delinquência no crédito já concedido, a conjuntura global e razões outras que desconhecemos obrigarão os bancos a reportar prejuízos novamente em 2012.
É o que nos cheira!!"


O cheiro não saiu assim tão ao lado:








Com este gráfico ficamos a perceber que a barreira dos 10 cêntimos colou-se às ações do BCP a partir de Abril de 2012, três meses e pouco antes da apresentação oficial dos resultados do semestre.


Ainda chegou a cheirar os 10 cêntimos em Novembro de 2011, mas o efeito LTRO adiou esse reencontro para 5 meses mais tarde.

Tanto em Novembro 2011 como em Abril 2012 já "muita gente" sabia que os resultados não iriam ser famosos, e toca de vender. Quem não está por dentro da marosca julgou que a oportunidade era boa e fartou-se de perder dinheiro, já que normalmente o pensamento da malta é este:


" 20 cêntimos ? Não, mais baixo do que isto já não pode ir. Vou comprar."
" 15 cêntimos ? ... "
" 10 cêntimos ? ... "

E pronto, perdeu-se uma grande oportunidade para ficar quieto.


Basicamente, foi em Abril que se formou o preço final das ações do BCP que viria a reproduzir os resultados do banco 3 meses depois.


Jogar na bolsa só funciona para os pequenos investidores quando o sentimento é de loucura na compra, como foi em 1999 e 2006. Aí todos ganham.

Quando entramos no declínio, só quem sabe dos meandros é que pode ganhar no jogo das subidas e descidas, tipo jogo do gato e do rato. É preciso muito cuidado, mesmo..


Tiago Mestre

Afinados pelo mesmo diapasão de Draghi... e Bernanke

Hoje foi a vez de Merkel e Hollande emitirem um comunicado onde voltam a aparecer as palavras mágicas:


Alguém informou os líderes da Europa que pronunciar estas palavras na comunicação social é motivo para que os algoritmos informáticos que fazem trade ao nanosegundo nas bolsas dêem imediatamente ordens de compra.

E depois, os seres humanos parolos, impulsionados por este hype, vão logo correr atrás.

Foi assim que os índices Dow Jones e S&P500 conseguiram acumular ganhos ao longo dos últimos 3 anos, porque se se baseassem apenas no sentimento do mercado e nas perspetivas da economia americana, talvez andassem por metade dos pontos, dizemos nós.

Sobre este ponto de vista, há ainda muito potencial nas bolsas europeias.
Basta andar atento, não aos fundamentos da economia, mas sim às afirmações daqueles que julgam que têm o poder.
É o price discovery em todo o seu esplendor.

Tiago Mestre

PPP's pouparão 400 milhões de euros... ao longo de vários anos

Para todos aqueles que acreditam que é na renegociação das PPP's que está a salvação económica, e moral, já agora, do Estado português, "aguentem os cavalos" sff.

Soubemos ontem que é intenção do governo poupar 400 milhões de euros na renegociação de alguns contratos que, ou ainda não saíram do papel ou estão em magra execução.

Isto quer dizer que "mexidelas" nos contratos já celebrados e que estão em velocidade cruzeiro, sobretudo na área da saúde, transportes, gestão de resíduos, saneamento, águas e outras não haverá (para já).

Apesar de não ser referido na comunicação social, a poupança de 400 milhões será durante um determinado período, que imaginamos algures entre os 15 e 20 anos. Isto significa que, por ano, a poupança será entre 20 e 30 milhões de euros.
Já não é mau, mas para um bolo anual de mil milhões, que é quanto custarão as PPP's em 2012, isso significará um desconto na fatura de 3%. Voilá.

E daqui a uns anos o custo previsto das PPP's será de 2 mil milhões, baixando o desconto de 3% para 1,5%!

A 12 de Maio escrevemos isto:

"Mas as PPP's custam ao Estado por ano menos de 1,5 mil milhões de euros. Os cortes anunciados são aproximadamente 10% do custo global.
190 milhões por ano é... quase nada. Comparado com uma despesa global de 85 mil milhões de euros em que quase metade deste valor é para pensões e subsídios, falarmos no mérito da redução de custos em 190 milhões de euros nas PPP's parece-nos uma amplificação exagerada. Só os juros da dívida, 9 mil milhões de euros, representam 50 vezes mais o corte anunciado e 5 vezes mais o custo total das PPP's."


Agora até podemos dizer: se os cortes fossem de 10% como se falou em Maio, já não seria nada mau, porque o que está em cima da mesa são 3%.

Para termos uma comparação de valores, o Estado português nos primeiros 4 meses de 2011 pagou em juros 800 milhões de euros. Mas no mesmo período de 2012 pagou 1500 milhões. Foram 700 milhões a mais, quase o valor total das PPP's.

É esta a importância relativa das PPP's.

E se querem mesmo cortar nas PPP's, terão que informar primeiro os portugueses que haverá serviços de saúde em Braga, Loures, Cascais e Vila Franca de Xira que deixarão de existir, na medida em que os hospitais aí existentes, ou em fase de construção, trabalham desta forma.
O tratamento de águas residuais e o abastecimento potável a uma boa parte do país também funciona em com este modelo. Muitos dos rios e lagoas que hoje gostamos de ver despoluídos terão os dias contados.
Muitas estradas nacionais também estão ao abrigo de contratos PPP's. Com cortes nesta rúbrica, há que ter mais cuidado com os buracos, sinalizações deficientes, ausência de marcação no pavimento e pontes na iminência de cair.

Quem quer assumir cortes a sério nas PPP's tem que assumir as consequências dessas decisões no quotidiano das populações e prepará-las para isso.

Tiago Mestre

26 de julho de 2012

Parabéns à Irlanda

Caros leitores e leitoras, a Irlanda voltou hoje aos mercados, financiando-se com dívida a 5 e 8 anos e juros de 5,9% e 6,1% respetivamente.

Parecem-nos juros demasiado elevados, não obstante é sempre de relevar quando um país, submetido a "alguma austeridade", ganhe a confiança dos mercados num tão curto espaço de tempo.

Mas, segundo dados do Eurostat, esta confiança parece-nos sol de pouca dura já que as dívidas dos países não param de aumentar em contraste com os respetivos PIB's, que estagnaram ou até caíram:


Fonte: Eurostat

Tiago Mestre

"We will do whatever it takes" = bullshit

É assim que se manipulam os mercados.
E estes, desesperados por uma qualquer boa notícia, operam em função das palavras de alguém no poder.
Draghi copiou a expressão de Ben Bernanke para ir mantendo o pessoal levitado:
"We will do whatever it takes"

Mas o que é que esta m**** quer dizer?

É A MANIPULAÇÃO EM TODO O SEU ESPLENDOR.




Recordamos aos nossos leitores, e já agora a Mario Draghi, o artigo 123º do Tratado de Lisboa:


Article 123PDFPrintE-mail
1. Overdraft facilities or any other type of credit facility with the European Central Bank or with the central banks of the Member States (hereinafter referred to as ‘national central banks’) in favour of Union institutions, bodies, offices or agencies, central governments, regional, local or other public authorities, other bodies governed by public law, or public undertakings of Member States shall be prohibited, as shall the purchase directly from them by the European Central Bank or national central banks of debt instruments.

2. Paragraph 1 shall not apply to publicly owned credit institutions which, in the context of the supply of reserves by central banks, shall be given the same treatment by national central banks and the European Central Bank as private credit institutions.



Há gente que já merecia andar com pulseira eletrónica, e sob apertada vigilância.

Tiago Mestre

El Pais já soube da solução burocrática para um mês de Agosto menos agitado

Ninguém quer ir para férias com o telemóvel ligado:

Notícia aqui

E pelos vistos, o risco de inflação está totalmente posto de parte no curto prazo, portanto:

Gentlemen, start your printers


A destruição da credibilidade do € está mais do que assegurada, mas olhem, que se lixe, porque o que interessa é salvar Agosto, certo?


Tiago Mestre

Charles Biderman: Bernanke put is dying

Charles Biderman volta-nos novamente a elucidar sobre os mercados de ações e obrigações dos EUA.

Ben Bernanke é também o alvo das atenções porque já se infere nos mercados que este já chegou à conclusão de que imprimir mais dinheiro não terá os mesmos resultados de outrora.
Nunca é tarde demais para percebermos que erros cometidos no passado podem e devem ser corrigidos no futuro.

Os índices Dow, S&P500 e o bond market americano estão hoje inevitavelmente envenenados pelo Bernanke put. Good Luck


Tiago Mestre

24 de julho de 2012

Que se lixem as eleições...

Lá diz o ditado: "Apanha-se mais depressa um mentiroso do que um coxo".

Passos Coelho reconheceu que falar verdade e tomar decisões difíceis pode provocar perda de eleições.

Então podemos inferir o oposto:
Para as ganhar é preciso mentir, dizendo que tudo se resolve com a eliminação de umas gordurinhas aqui e acolá, vilipendiando a "pouca" austeridade que o PS lá ia propondo quinzenalmente ao parlamento com os sucessivos PEC's.

E foi assim mesmo há um ano e pouco.

E já agora, aguardamos por estudos e confirmações que nos expliquem a correlação entre dizer umas verdades difíceis e perder eleições.

Tiago Mestre

Já se pede bailout completo a Espanha

Caros leitores e leitoras, começa a aparecer em algum imprensa internacional cada vez mais jornalistas a referir a necessidade de Espanha recorrer a um resgate total.

Compreendemos estas conclusões naturais por parte dos jornalistas que, vendo o país num beco sem saída, pensam logo em partir a parede e continuar em frente. É sempre aquela velha história de aplicar as mesmas receitas esperando resultados diferentes.

Espanha possui um mercado de dívida pública que, só ela, ultrapassa a totalidade do ESM, com os seus 700 mil milhões de euros.

Com umas contas básicas, é possível chegar à conclusão de que o ESM não chega para Espanha, bem como as responsabilidades que recaem sobre a Itália para ajudar neste resgate rapidamente se voltariam contra a própria Itália.

Caso Espanha peça mais ajuda, Itália ficará cada vez mais na mira da desconfiança. E com juros a rondar 6% nas maturidades mais longas, só isso é já sinónimo de falência do Estado italiano no médio prazo. Se subirem para 7 ou 8%, a falência transfere-se do médio para o curto prazo. Passa a Itália a precisar JÁ também de um resgate.

Há muito que os líderes deveriam ter reconhecido a sua incapacidade em resolver questões desta magnitude. Julgavam que salvando um país após o outro, algum dia a Europa ficaria protegida da ira dos mercados.
Mas a Europa deixou-se amarrar pela necessidade dos mercados, recorrendo a dívida e mais dívida para manter status quo. Algum dia os investidores iriam perceber que tudo isto era insustentável, e ninguém quis ver quais seriam as consequências quando a debandada começasse.

Agora corre-se contra a prejuízo, mas quanto mais se corre, mais o desastre se aproxima, uma espécie de corrida desesperada a fugir da ira dos investidores mas em direção ao penhasco.

Deixamos aqui alguns epifenómenos que podem espoletar o princípio do fim:

. Banco constitucional alemão chumbar ESM;
. Parlamento alemão chumbar próxima ajuda;
. Cimeira europeia suspende pagamento da troika à Grécia;
. Agências de rating baixarem a Alemanha de AAA para AA;
. Incumprimento no pagamento de obrigações por parte da Grécia;
. Crash de Verão nas bolsas;
. Falência de um grande banco europeu, americano ou inglês;
. Golpe de Estado na Grécia, Espanha ou Alemanha;
. Ira dos mercados para com a França e o seu setor bancário
etc

Infelizmente, começam-se a por na fila muitos epifenómenos que podem dar início à derrocada. Quantos mais forem, maior a probabilidade da ocorrência de algum, e menor a capacidade dos políticos em gerir o delay and pray.


Tiago Mestre

23 de julho de 2012

Há cada vez menos parolos...

Primeiro foi a injeção de liquidez pelo BCE, em Dezembro e Fevereiro. Espanha apanhou a carruagem e os seus bancos agarraram no dinheiro, mesmo que alguns não precisassem dele.

Mal se fizeram as contas e se percebeu que muito desse dinheiro já estava "ocupado", a coisa volta a complicar-se.

Mais recentemente aprovou-se o resgate ao setor bancário espanhol pelo valor de 100 mil milhões de euros. Muito dinheiro, sem dúvida..

Mas qual foi o efeito positivo que tal medida teve nos investidores? Pouco ou nenhum.
Todos sabemos que o governo central e os governos regionais continuam a gerar défices e todas as semanas há novos "buracos" a desvendarem-se;
e numa economia que ainda pouca ou nenhuma austeridade implementou até aqui, já leva de avanço 25% de desemprego e uma recessão a entrar pelo país adentro. Imaginem como será com austeridade.

Temos um problema de confiança, e se as medidas que a UE cuspia cá para fora ainda davam para enganar meia dúzia de parolos, agora é mais difícil encontrá-los.

À primeira caem todos
À segunda só cai quem quer
À terceira só mesmo os burros é que caem

A propósito desta aldrabice toda, alguém decidiu hoje anular o short selling para as ações espanholas e algumas italianas.

Temos a informar os nossos leitores que não temos nada contra o short selling.
Este é um negócio tão legítimo como outro qualquer, e como em qualquer transação, há alguém disposto a vender e alguém disposto a comprar o título. Parem de manipular os mercados e concentrem-se em atingir o défice ZERO. As lideranças esquecem-se que o short selling também promove subidas nos mercados de ações, através dos short squeezes, mas como alguém dizia: isso para agora não interessa nada.

Para quem tem dúvidas sobre o que é short selling, recomendamos procurarem no youtube e tirem as vossas próprias conclusões. Não confundir com naked short selling, aí a história é outra. 
Há muitos filmes, pelo que deixamos aqui apenas um link que também informa os prós e contras, riscos, etc.

http://www.youtube.com/watch?v=fmAcDWZwTw4

Tiago Mestre

O Prejuízo que o Estado dá (Julho)

Caros leitores e leitoras, faz exatamente hoje um mês que o governo publicou a síntese orçamental de Junho, referente até 31 de Maio.
Escrevemos um post onde publicámos este gráfico e afirmámos o seguinte:


"A linha preta apresenta uma inclinação em Maio bem diferente da de 2011, certamente influenciada pela suspensão dos pagamentos dos subsídios de férias."

Recordamo-nos que na altura os economistas da praça vociferaram acerca da evolução negativa da despesa, sendo que, pior do que isso, só mesmo a quebra das receitas fiscais.
Se tivessem analisado este gráfico antes de falarem teriam certamente mais cautela, porque o gráfico que incorpora Junho e publicado hoje vem ao encontro das nossas espetativas:


A tendência da linha preta revelava que em Junho a queda não seria tão acentuada como fora em 2011. E foi exatamente o que aconteceu.
Caso as receitas não tivessem caído como caíram até agora as coisas estariam mais facilitadas.

Podem consultar o boletim da síntese orçamental aqui

Tiago Mestre

Bruxelas, tenemos un problema

Nos primeiros minutos após a abertura do mercado de obrigações em Londres, o sentimento para com tudo o que é espanhol é este: run and hide.



Tiago Mestre

FMI desistiu de continuar a jogar o poker europeu. A Grécia é fortíssima

Finalmente temos uma organização com um acrónimo de 3 letras (FMI), responsável por ajudar a salvar tudo e todos quando estes lhe pedem ajuda, a dizer que em relação à Grécia: no more.

Parece que os séniores do FMI puseram a mão na consciência, e as conclusões mudaram 180 graus.

Agora só lhes resta manter a palavra até ao dia D, porque se for outra vez bluff e mentirinhas, então que tenham o que merecem.

Notícia aqui

Tiago Mestre

21 de julho de 2012

Lula da Silva ainda cá anda para nos cativar

Caro leitores e leitoras, sugerimos a visualização desta entrevista a Lula da Silva na RTP2:

http://www.rtp.pt/programa/tv/p28865/e8

Lula da Silva foi O líder do Brasil durante 8 anos, não porque era o mais letrado, o mais erudito, mas porque era o mais vivido.

Independentemente das concordâncias ou discordâncias ideológico-partidárias, um líder de um povo só se afirma como tal se tiver vivido de pé, e não sentado.

Lula da Silva quando fala para nós, fala da vida, do quotidiano e da paixão pela compreensão da sua e das outras culturas do planeta.

Como Lula da Silva, também Nélson Mandela e outros líderes mundiais ainda vivem, ainda cá estão para nos cativar. Cabe a nós abrir o espírito e deixar entrar o que de bom eles têm para nos ensinar.

Tiago Mestre